Filó, o gato malhado de Maria, espreguiçou-se na varanda, seu pelo branco e preto brilhando sob o sol da tarde. De repente, seus bigodes tremeram e ele soltou um miado curioso. Maria, com seus seis anos e uma energia sem fim, correu até ele.

- O que foi, Filó? Achou um passarinho? – perguntou ela, seus olhos brilhando de curiosidade.

Mas Filó não estava interessado em passarinhos. Ele olhava fixamente para o céu, onde a lua cheia brilhava, mais próxima do que nunca. Parecia um queijo gigante e branco pendurado no céu azul escuro!

Naquela noite, enquanto os pais de Maria liam histórias para dormir, a menina espreitava pela janela. A lua parecia chamá-la, prometendo uma aventura mágica.

- Filó, você viu como a lua está linda? – sussurrou Maria, acariciando o pelo macio do gato. - Será que as fadas moram lá?

Para sua surpresa, Filó respondeu em um miado baixo:

- As fadas não, mas ouvi dizer que tem coelhos que pulam muito alto na lua!

Maria arregalou os olhos. Desde quando Filó falava? Mas a ideia de coelhos saltitantes na lua era irresistível! Ela subiu na cama e, num piscar de olhos, estava flutuando em direção à luz brilhante da lua!

Aterrissar na lua foi como pisar em uma cama elástica gigante. Maria deu um pulo e flutuou no ar, rindo de alegria. Tudo era branco e brilhante, e ela podia ver a Terra, uma bola azul e verde, lá longe.

De repente, Maria viu pegadas estranhas no chão, como se fossem de um coelhinho. Ela seguiu as pegadas, curiosa, até que chegou a uma cratera escura.

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- Olá? – chamou Maria, um pouco assustada.

Um par de olhos vermelhos brilhou na escuridão, e uma voz rouca respondeu:

- Quem ousa perturbar o meu sono?

Maria engoliu em seco. Um arrepio percorreu sua espinha, mas ela respirou fundo e perguntou:

- Você é um coelho?

Uma risada cavernosa ecoou pela cratera.

- Um coelho? Eu sou o Guardião da Lua! E exijo saber por que você está aqui!

Maria, com o coração batendo forte, explicou que queria muito ver os coelhos saltitantes da lua. O Guardião da Lua ficou em silêncio por um momento, então, disse com um suspiro:

- Esses coelhinhos são terríveis! Deixam suas cenouras pela lua toda! Você pode me ajudar a organizar essa bagunça?

Maria, aliviada por não ser expulsa da lua, concordou em ajudar. Ela passou a noite toda catando cenouras e organizando-as em pilhas. O Guardião da Lua, na verdade um sujeito muito gentil quando não estava dormindo, contou histórias sobre as estrelas e constelações.

Ao amanhecer, a lua estava brilhando mais do que nunca, e Maria, exausta mas feliz, se despediu do Guardião da Lua e dos coelhinhos saltitantes.

Quando acordou em sua cama, o sol da manhã entrava pela janela. Seria tudo um sonho? Ela olhou para o pé da cama e viu uma cenoura laranja brilhante, brilhando como uma lembrança da sua aventura lunar! A partir daquele dia, Maria sempre se lembrava da importância de ajudar em casa, mesmo que seja uma tarefa tão simples como guardar seus brinquedos. Afinal, até na lua, manter tudo organizado era importante!

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