Naquele dia, em Recife, um vento diferente soprava, cheio de magia e mistério. Theo, um menino muito corajoso de quatro anos, brincava no quintal de casa, imaginando ser um dinossauro feroz. Ele rugia e pisava forte, com suas mãozinhas imitando garras afiadas. De repente, um gato preto e branco, com pelos macios como veludo, surgiu do nada. Seus olhos eram verdes e brilhantes, como duas esmeraldas mágicas.

Theo parou de rugir, fascinado pelo bichinho. O gato se aproximou devagar, ronronando baixinho, e esfregou a cabeça nas pernas de Theo, como se fossem velhos amigos. A partir daquele dia, o gato, que Theo apelidou de Fofinho, não saiu mais do lado do menino.

Theo adorava brincar com Fofinho. Ele contava seus segredos para o gato, falava dos seus medos e sonhos. Fofinho, por sua vez, parecia entender tudo. Ele miava, esfregava a cabeça em Theo e o olhava com seus olhos verdes e penetrantes, como se dissesse: “Eu estou aqui com você, não tenha medo.”

Um dia, a prima de Theo, Laura, de oito anos, chegou para brincar. Laura era esperta e adorava inventar jogos.

“Theo, vamos brincar de piratas?”, ela perguntou, com um brilho sapeca nos olhos.

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Theo, que era muito corajoso, adorava brincar de piratas. Mas, naquele dia, ele não estava se sentindo tão confiante. Ele olhou para Fofinho, que dormia tranquilamente no sofá, e sussurrou:

"Laura, e se a gente encontrar um monstro no mar?”

Laura riu e bagunçou os cabelos de Theo. “Bobinho, monstros não existem!”, ela disse. “E mesmo se existissem, nós somos piratas corajosos! Enfrentaríamos qualquer perigo!”

Theo pensou nas palavras de Laura. Ele olhou para Fofinho, que agora o observava com seus olhos verdes brilhantes. Era como se o gato dissesse: "Você consegue, Theo! Seja corajoso!"

De repente, Theo se sentiu mais forte, mais confiante. Ele respirou fundo e, com um sorriso no rosto, disse: “Você tem razão, Laura! Vamos nessa! Avante, marujos!”

E assim, cheios de coragem, Theo e Laura partiram para uma aventura emocionante pelo mar da sala de estar, enfrentando perigos imaginários e descobrindo tesouros escondidos. Fofinho, o gato mágico, observava tudo de cima do sofá, orgulhoso do seu pequeno amigo que, a cada dia, aprendia a acreditar em si mesmo.

Naquela noite, deitado em sua cama, Theo abraçava Fofinho, seu amigo fiel. Ele havia aprendido que a coragem não era a ausência do medo, mas sim a força para enfrentá-lo. E ele sabia que, enquanto tivesse Fofinho ao seu lado, e a confiança em si mesmo, nenhuma aventura seria assustadora demais. Afinal, a maior aventura era acreditar em si mesmo e seguir em frente, sempre com um sorriso no rosto.

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